História do PTB

PTB Brasil

 

O PTB, que foi fundado em 15 de maio de 1945, por Getúlio Vargas, surgiu como principal resposta aos anseios da população por um sistema político que, não obstante a necessidade de captação de recursos externos, privilegiasse o capital nacional e desse garantias ao trabalhador através de uma legislação regulamentadora de seus direitos. Ao mesmo tempo em que o país se democratizava, partia para a implantação de grandes projetos industriais de base que modificariam sua própria face. O PTB nasce nesse momento, junto com uma nova Constituição, a de 1946, e coloca como fundamento a ênfase especial na valorização da força de trabalho. Foi durante o governo de Vargas que se consolidaram as organizações sindicais, inclusive com a instalação efetiva da Justiça do Trabalho, e foi também ele, Vargas, quem defendeu o direito de greve, o direito de livre associação sindical, criou as férias remuneradas e o descanso semanal, a carteira de trabalho. Criou-se então a Previdência Social, fez-se a CLT e foram conquistados o aviso prévio e indenizações por tempo de serviço.

E foi, ainda, no governo Vargas, que a mulher conquistou o direito ao voto (1932). A Consolidação das Leis do Trabalho é sem dúvida, a principal herança getulista. Desde a morte de Getúlio Vargas, há mais de 40 anos, nenhum projeto governamental de caráter eminentemente popular foi, elaborado e levado a efeito. O PTB, uma das legendas de maior apelo popular, teve em seus quadros importantes representantes da política nacional, tais como o ex-presidente João Goulart (Jango), os ex-primeiros ministros San Tiago Dantas e Hermes Lima, o criador da CLT, o ex-ministro Marcondes Filho, o Marechal Henrique Teixeira Lott, deputados como Leonel Brizola e Fernando Ferrari, além de Almino Afonso e Rubens Paiva que lideraram a Frente Parlamentar Nacionalista. E ainda, sua figura mais emblemática, o ex-presidente Jânio Quadros.

Foi o PTB que liderou a resistência ao golpe de 31 de março de 1964, quando ocupava o poder um de seus mais ilustres filiados o então Presidente João Goulart e, foi, por conseqüência a agremiação partidária que mais sofreu com o êxito militar de 64. Os quadros petebistas foram praticamente dizimados, mas apesar de proscrito pelo governo da ditadura entre 1965 e 1980, o PTB permaneceu presente na memória popular, como demonstraram várias pesquisas de opinião da época e, com a redemocratização das instituições, a partir do bipartidarismo (Arena e MDB) e o advento da Lei de Anistia, Ivete Vargas, reconquistados seus direitos políticos, aceitou a contenda pela condução do PTB frente ao ex-Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, finalmente logrando êxito na luta judicial, em 1980.

Empenhada em revigorar o Partido, sobrinha-neta de Vargas, trabalhou com a mesma garra com que conduzira a legenda petebista em São Paulo, entre 1952 e 1965, e reuniu os valores de que dispunha – históricos trabalhistas espalhados por todo o território nacional – que ao se lançarem candidatos aos mais diversos cargos, pleiteavam ocupar espaços no cenário político, anteriormente divididos em duas grandes frentes, a ARENA e o MDB. Brizola, derrotado por decisão judicial, fundou um partido à sua imagem, o PDT.

Em 1982, mesmo sofrendo as dificuldades impostas pela “camisa de força” da vinculação do voto (o eleitor só podia votar em candidatos de um mesmo partido), o PTB lançou Jânio Quadros candidato ao Governo de São Paulo, ressurgindo como opção do eleitorado. Não havia tempo hábil para a reconstrução do partido, em São Paulo havia pouco mais de 100 municípios organizados e, mesmo assim, Jânio obteve milhões de votos, apenas nestas cidades.

Ivette Vargas, eleita Deputada Federal por São Paulo, assumiu posição de liderança, determinada e conciliadora, fez do PTB o fiel da balança na Câmara dos Deputados, onde as bancadas do governo e da oposição se equilibravam. A despeito da derrota do ex-presidente no pleito de 1982 (Jânio venceria a eleição para Prefeito de São Paulo em 1985, numa disputa acirradíssima com o ex-presidente da República FHC), o PTB elegeu oito deputados federais em São Paulo, os quais, somados aos cinco eleitos no Rio de Janeiro, compuseram a primeira bancada petebista pós-ditadura. Além disso, elegeu dezoito deputados estaduais, seis prefeitos e um número expressivo de vereadores das capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, entre outros municípios do país.

Novas lideranças despontaram, como o Deputado Federal Gastone Righi, então Líder nacional do PTB na Câmara dos Deputados. O PTB, presente em todo o país, através de seus parlamentares, ajuda a preparar a atual Constituição (promulgada em outubro de 1988) para que o Brasil consolide sua posição de nação industrializada, garantindo uma distribuição de renda mais justa, integrando-se aos principais blocos mercantis do planeta.

A partir de 1991, com a posse do Deputado Campos Machado na Assembléia Legislativa, iniciava-se a conformação de um novo PTB paulista. Percorrendo todos os municípios do Estado, Campos Machado levava a mensagem da esperança e da necessidade de o PTB voltar a eleger seus diretórios democraticamente. Campos Machado cria diversas campanhas institucionais do PTB, destacando a de filiações e a “Família Petebista”, torna-se um dos principais tribunos do Legislativo e vem sendo reconduzido há 18 anos para a liderança da bancada, fato inédito na história política brasileira.

O PTB criou também a Fundação Instituto Getúlio Vargas, idealizada por Gastone Righi e que tem por objetivo constituir-se no centro de estudos políticos do Partido.

Em 1997 foi criado o Movimento da Juventude Trabalhista, órgão de apoio e cooperação partidária, que congrega jovens entre 14 e 34 anos. No ano seguinte fundou-se o PTB Mulher e, no mesmo ano, em São Paulo, foi criada a Associação das Mulheres Trabalhistas, presidida pela Sra. Marlene Campos Machado, objetivando a promoção da pessoa humana e da justiça social.

Em dezembro de 2002, o PTB incorporou o Partido Social Democrático – PSD, outro partido criado por seguidores de Vargas e que se destacou por conduzir o processo de modernização nacional, através do governo do Presidente J.K. Juntamente com o PSD, uniram-se ao PTB legendas da política de São Paulo e Nacional, como o ex-deputado Nabi Abi Chedid, o mais longevo parlamentar paulista, com 10 mandatos consecutivos na Assembléia paulista, e que presidiu o Diretório Estadual de São Paulo, de 2003 a 2006.

Em outubro de 2006, o PAN, Partido dos Aposentados da Nação, integra-se ao PTB e Roberto Jefferson reassume a presidência nacional do Partido.

Em 2007, o Deputado Campos Machado, Secretário-Geral da Executiva Nacional do PTB, assumiu a presidência do PTB São Paulo e vem empreendendo uma verdadeira revolução, modernizando a estrutura partidária – através de vários departamentos: PTB Ambiental, PTB Mulher, PTB Jovem, PTB Afro-descendentes, PTB Inclusão Social das pessoas com deficiência, PTB Aposentados, PTB Esporte e Saúde, PTB Sindical,  PTB Inter-religioso, PTB 3º. Setor, PTB Empresarial e PTB Diversidade, promovendo a aproximação efetiva da agremiação com a sociedade.

Nas eleições de 2008, o PTB de São Paulo elegeu 63 prefeitos, 70 vice-prefeitos e 647 vereadores. O partido já conta com cerca de 280.000 filiados no Estado, e esta marca tende a crescer, pois começou em 2009 uma nova temporada da Campanha de Filiações.

Entre abril de 2009 e abril de 2010, 28 Escritórios Regionais foram instalados, com a missão de coordenar a ação partidária por região administrativa, aglutinando os Diretórios Municipais e  os 12 Departamentos petebistas.

O PTB foi e é um Partido reformista e de vanguarda, no sentido de estar à frente de seu próprio tempo.

Hoje o PTB representa as bases sólidas de respeito à classe trabalhadora, e o instrumento para o desenvolvimento econômico e justiça social, sendo um Partido que, lastreado em uma história de pujante crescimento e conquistas, guarda a memória de sua ideologia com a mesma fidelidade com que, a cada dia, busca o engrandecimento, modernização e aperfeiçoamento para atuação política e social de valorização ao trabalhador em todo o País.

Enio Rocha (Diretório Nacional) , com a colaboração de Fátima da Silva, Prof. Carlos Thadeo e Miguel Del Busso.

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